O livro do Apocalipse é tema de debates, conferências, palestras, seminários, convenções e discussões, e não é por acaso que ele é hoje o mais amplamente comentado, afinal vivemos no limiar de um terrível cataclismo mundial, pois basta acompanharmos diariamente os noticiários.
Quem lê o Apocalipse percebe que estamos para ver todas as coisas que ali estão escritas prestes a acontecer
AUTOROs antigos sempre reconheceram que João apóstolo era o autor do Apocalipse (Apoc.
1.1).
Ele também escreveu o livro biográfico da vida de Jesus e das três cartas universais.
Entre os escritores antigos que defendiam esta tese estavam: Clemente de Alexandria, Tertuliano, Orígenes, Basílio, Atanásio, Ambrósio, Cipriano, Agostinho, Jerônimo, Justino Mártir, Melito, Irineu.
Só mais tarde Dionísio de Alexandria discordou que o autor era o apóstolo João, filho de Zebedeu.
Entretanto, as evidências históricas e internas são favoráveis a autoria do apóstolo João.
Por exemplo, a forma gramatical e o modismo literário são em grande parte do estilo semítico.
O argumento que havia outro presbítero chamado João não torna esta possibilidade plausível.
Um dos cânones das Escrituras mais antigo, do segundo século, trazia o nome do apóstolo João, filho de Zebedeu como autor.
O livro do Apocalipse é um dos clássicos da literatura antiga que mais contém erros gramaticais.
Eram tantos erros que isso chegou a ser considerado um empecilho para que o Apocalipse fosse considerado a Palavra de Deus.
Esta discrepância no texto do Apocalipse, também levantou a questão da autoria, porque o estilo literário deste livro não era similar aos demais livros de João.
Todavia, isto se explica pelo fato que ao escrever o livro do Apocalipse, João já estava de idade avançada, e provavelmente tenham pedido para alguém escrever enquanto ele narrava.
Quem escreveu o Apocalipse para João, não era muito familiarizado com a língua grega, talvez fosse sua segunda língua, e não sua língua materna.