Leila Sara Jose Chamat
Analisa os dinamismos inconscientes das maes em estudo, procurando detectar quais os papeis de deusas-maes que desempenham, subsidiando a discussao da forma pela qual direcionam o processo de aquisicao do conhecimento na crianca, a partir dos modelos de aprendizagem que propoem desde o inicio do vinculo; discute a importancia das relacoes vinculares, no processo de internalizacao do conhecimento pela mae e a repercussao desses modelos na crianca, como elemento direcionador da vinculacao com a aprendizagem de situacoes novas e desconhecidas.
Faz estudo qualitativo de cunho psicanalitico em ambiente clinico com seis maes, com idades entre 35 e 45 anos, de diferentes niveis sociais, com queixa de dificuldades escolares e com 4 meninos e 2 meninas, de 7 a 13 anos, filhos dessas maes.
Utiliza a entrevista semi-aberta com as maes (Bleger, 1985).
Avalia a crianca, atraves de instrumentos psicologicos e psicopedagogicos, verificando, nas estruturas afetivo-cognitivas, como aprender a aprender e a consequente vinculacao com a aprendizagem atraves dos modelos inseridos pela mae, no vinculo.
Conclui que os filhos repetem os modelos de aprendizagem maternos, predominando, entre ambos, vinculos simbioticos e de dependencia.
Quanto as deusas-mae, um unico S personifica varias deusas concomitantemente, variando na intensidade do papel, mantendo o controle onipresente sobre os que a cercam, distante da sexualidade e exercendo o poder matriarcal.
Dessa forma, direcionam o processo de aprendizagem dos filhos, com a insercao de modelos de aprendizagem facilitadores e de dependencia, preservando a viscosidade no vinculo, transformando-os em unico objeto de amor, onde o crescimento implica em separacao, o que equivale, para ambos, ao aniquilamento.