Diferença entre a filosofia da natureza de Demócrito e a de Epicuro
Karl Marx
Publicado por Boitempo Editorial

O 24o título da coleção Marx-Engels traz a tese doutoral de Marx, apresentada pelo autor à Universidade de Jena em 1841.
Um Marx como você nunca viu: na direção oposta da cristalização histórica de sua imagem como teórico e militante da revolução comunista, o filósofo alemão busca tirar as consequências da ciência da natureza para pensar as condições da liberdade humana.
A obra foi traduzida por Nélio Schneider e traz ilustração de capa de Gilberto Maringoni.
A defesa da filosofia da natureza de Epicuro contra a de Demócrito que o leitor testemunha nessa obra representa um ataque indireto a um quadro de repressão e retrocesso político, a 'miséria alemã', como era chamada por Marx, um conjunto de mazelas políticas e sociais que colocava o país numa condição de atraso histórico em relação à modernização liberal da Europa, somado a um ambiente de censura e perseguição a seus opositores mais radicais
Desfazendo o lugar-comum do determinismo materialista de Epicuro, Marx considera sua filosofia a realização da 'autoconsciência humana como a divindade suprema'.
E, na medida em que recusa toda autoridade acima do homem, faz da 'liberdade da autoconsciência' o princípio de toda a realidade.
Do mesmo modo, a negação da divindade não deixa de ser também uma tomada de posição em favor da filosofia (ou do pensamento livre) contra 'o entendimento teologizador'.