Neste romance, Selma e Sinatra, Martha Medeiros narra a relação entre duas mulheres diferentes - nas origens, medos, idades e ambições.
Mulheres que provavelmente sequer se encontrariam, se não fosse um projeto em comum.
Quando Guta - 41 anos, jornalista, três livros publicados nenhum sucesso literário - decide escrever a biografia de Selma, acredita ter encontrado a grande chance de sua vida.
Selma, algo em torno de 70 anos, cantora que marcou época, certamente terá muito o que contar.
Guta não tem dúvidas; alguns meses de trabalho e o reconhecimento, a fama.
Os primeiros encontros, porém, são bem menos promissores do que ela imaginou.
Selma teve uma infância feliz, uma carreira maravilhosa, uma vida cor-de-rosa - como será possível escrever um livro intenso e apaixonante, se tudo mais parece uma bela comédia romântica da sessão da tarde?
O impacto dos encontros repercute nas duas mulheres, de forma diferente, com um andamento sutil e ao mesmo tempo profundo, impressionante - como a passagem do tempo, quando parece que não passa, mas corre mais rápido do que nos damos conta.
A prosa de Martha Medeiros nos remete às armadilhas deste encontro com sutileza, como se aparentemente apenas contasse histórias sobre duas mulheres.