O 2º livro impresso do autor de “OS OCEANOS ENTRE NÓSâ€, “PÃSSARO APEDREJADOâ€, “CABRÃLIAâ€, “NUNCA TE VI, MAS NUNCA TE ESQUECIâ€, “SOB O OLHAR DE NETUNOâ€, “O TEMPO QUE SE FOI DE REPENTEâ€, “MEMÓRIAS DE UM FUTURO ESQUECIDOâ€, “ATÉ A ÚLTIMA GOTA DE SANGUEâ€, “EROTIQUEâ€, “ATÉ QUE A ÚLTIMA ESTRELA SE APAGUEâ€, “NÃO ME LEMBREI DE ESQUECER DE VOCÊâ€, “EROTIQUE 2â€, “A IMENSIDÃO DE SUA AUSÊNCIA†e SIMÉTRICAS .
Alguns trechos dos poemas: A chuva que bate suave na vidraça, / Ecoando na noite sombria, / A cada anoitecer, vem e passa, / Reverberando nessa casa vazia... / Entre os pingos, ouço tua meiga voz, / Cantando a música que compuseste, / Que me traz de volta os traços de nós, / Lembrando-me o amor que me deste... / Mas lá fora, não há traços de água, / E essa música que ainda me entusiasma / É trazida na noite pela minha mágoa, / Como se fosse uma chuva fantasma... / Pois essa chuva apenas molha meus olhos, / E irriga os meus pobres lábios abandonados, / Deixando em meu peito os tristes espólios, / Rastros deixados por amores mal acabados... / De teus beijos apaixonados, ainda sinto o gosto, / Na falta de teu sorriso, meus olhos ressecam, / E a saudade que suave escorre em meu rosto, / Deixa sulcos profundos que lenços não secam... / As gotas que vejo escorrendo pela vidraça / São rastros do amor que tua ausência baniu, / Deixando-me essa saudade que me abraça / Nessa chuva inclemente que a noite não viu...
De tudo, restou-me a saudade, / Fantasmas que me assolam, / Restos de um amor de verdade, / Desculpas que não mais colam!
/ Ficou uma lembrança doÃda, / De tantos anos de amor, / Versos que marcaram minha vida, / Dos quais não fui o autor!
/ De seus beijos, guardo o sabor, / O toque de seus lábios nos meus, / De seu hálito, o doce frescor / Em meus lábios, que viraram museus... / De seu corpo, eternizei na mente / Seus seios alvos e eriçados, / Suas nádegas rijas, o olhar ardente, / Seus gemidos de prazer apaixonados... / De nosso amor, para sempre lembrarei / Tantas noites que passamos em claro, / Amando-nos tão desesperadamente que não sei / Como deixamos morrer um amor tão raro!
/ De mim, leve com você o meu amor, / Que continua aceso, mesmo distante, / Do qual não me esqueço um só instante, / E que a seguirá eternamente, por onde for... Há lembranças baratas, / E outras tão caras, / Algumas abstratas, / E outras tão raras!
/ A mais cara delas / Só podia ser a tua, / Tuas miradas singelas, / A iluminar minha rua.
/ A saudade não sara, / E a tristeza não muda, / Meu coração dispara, / E implora por ajuda... / Mas de que adianta, / Se não estás por perto, / Se minha garganta / Está seca como um deserto?
/ Só te vejo em miragens, / Mas desapareces na bruma, / Procuro tuas mensagens, / Mas não deixaste nenhuma!
/ A vida passa num instante, / E eu imerso nesse nevoeiro, / Nessa solidão errante, / Que dura o tempo inteiro!
Um dia, farão em meu cadáver uma autópsia, / Para saberem de minha morte o motivo, / Nunca descoberto em nenhuma biópsia / Nesse tempo em que ainda estou vivo!
/ Em minhas veias, correm rios de Poesia, / Versos lÃquidos percorrem meu sangue, / Meu coração bombeia pura Fantasia, / Que dispara e volta como um bumerangue!
/ Cada neurônio em meu cérebro brilha, / Construindo grandiosas fábricas de rimas, / Cada célula em meu corpo fervilha / Quando produzem sonetos minhas enzimas.
/ Meus rins filtram e jorram ideias / Que meu cérebro converte em poemas, / Tramas de amor, saudade ou epopeias, / Com ferozes batalhas entre os fonemas!
/ Mas na autópsia, já será muito tarde / Para descobrirem como isto pode ocorrer, / Essa insana atividade neste corpo que arde / Por teu amor, até quando eu morrer...