126o livro do autor das séries OLYMPUS (em 14 volumes, com 300 poemas em cada) e EROTIQUE (em 11 volumes com 50 poemas em cada), e outros 123 livros de Poesia, sendo 122 deles publicados no Clube de Autores, à exceção de POETICAMENTE TEU , da Coleção Prosa e Verso 2019, da Prefeitura de Goiânia-GO.
Alguns trechos: “O destino não manda mensagem, / Apenas vagas advertências, / Nada a declarar na bagagem, / E ignora quaisquer confidências, / Não alimenta absurdos desejos, / Faz de conta que não ouve galanteios, / Não se abala com longos cortejos, / E ignora perigosos anseios.”
“Eu te encontrei amanhã, / E instantaneamente me apaixonei, / Mas tudo não passará / De uma memória perdida no passado, / Que foi onde eu te encontrarei / Numa dobra do tempo perdida / Num encontro que não acontecerá, / Em reminiscências que nunca terei” “A sequência dessa história / Em algum dia do futuro eu conto / Extraindo de minha memória / O melancólico final desse conto” “E humildemente lhe digo / Que não importa / Se você me ama muito ou pouco, / Apenas que me ame, mesmo que seja / Em apenas uma simples molécula / De seu meigo coração...” “Não passo de um romântico poeta, / Que vive num mundo de rimas e sonhos, / Criando estrofes e poemas, sem saber por que, / E deveria deixar para sempre secreta, / A causa de meus versos tristonhos, / Que ninguém deveria saber que é você...” “Você é minha personagem predileta, / Cuja história vive sendo repaginada, / Descrevendo alguns novos episódios, / Cada um deles mais fora de contexto!” “Ao final de algumas horas irreversíveis / Apagaríamos da memória aquele conto gótico / No qual éramos um para o outro invisíveis / E escreveríamos juntos um intenso livro erótico” “Por quanto tempo ficarás nesse limbo, / Às vezes despertando e depois adormecendo, / A lembrar-me de um beijo que tem teu carimbo, / Frequentemente te lembrando e depois te esquecendo?” “E, depois de murmúrios por horas a fio, / E de ser cúmplice de meus jogos sensuais, / Jure que passou sem marcas por meu desafio, / E diga de novo que não quer me ver nunca mais!” “O primeiro corte / Na alma dói fundo, / Quase uma pequena morte, / E dura somente um segundo, / Depois do qual a dor aumenta, / Arrancando soluços intensos, / Enquanto a paixão se ausenta, / Deixando buracos imensos...” “Numa máquina do passatempo arrojada, / Que a Poesia me empinou a construir, / Viajei de volta ao bem-passado, / Para testar te reencontrar, / Mas infelizmente não deu perto, / Pois, naquele tempo terremoto, / O Google ainda não bravia sido inventado, / E não consegui recobrir onde você morava!” “Tenho saudades de você, / E à noite piora, / Quando estou sozinho / E chove lá fora!” “Escreveste no quadro-negro, a giz, / Palavras doces, a mim destinadas, / Esperando que eu as lesse, / Mas o destino cego não quis, / Em suas linhas mal traçadas, / Que aquela paixão juvenil florescesse.”
“Minha casa está assombrada / Por uma presença invisível, / Que constantemente dá sinais: / Portas que se abrem sozinhas, / Um vento gelado que sopra no corredor, / Mesmo com todas as janelas fechadas, / Campainhas que tocam e não há ninguém,” “Quando cheguei em casa, / E vi que você levara / Todas as suas coisas embora, / Não deixando sequer um bilhete, / Nem mesmo uma mensagem no celular, / Senti um misto / De alívio e desilusão,” “Espalhe o seu cheiro em mim, / Sob a luz desse imenso luar, / Plante em meu olhar o seu jardim, / Antes desse sonho acabar...” “Você cuida de mim enquanto respira, / Sem que eu nada precise lhe pedir, / E sem saber, alimenta a minha lira, / Que se inspira apenas em vê-la sorrir.”
“Fugi de mim, / E nessa fuga desabalada, / Deixei para trás / O meu bem mais precioso: / O amor...” “Foi num mero relance / Que descobri que me pertence / A paixão em teus olhos de lince, / Tão exóticos quanto os da Beyoncé, / À espera que minha vida bagunce!” “E depois, continuarás deixando que eu explore / Todas as tuas vertiginosas veredas, / Queimando-me em tuas labaredas / Até que o meu fogo se apague, / E meu barco em teu oceano naufrague, / Depois que se esgotar o combustível, / Ao fim de cada noite inesquecível...” “Não sei como pôde terminar assim / Aquele amor que era tão grande, / E extinguiu-se aos poucos até chegar ao fim, / Pois o amor é inconstante, não há quem o comande, / E, quando se acaba, é como uma avalanche / Que arrasta em seu curso sentimentos e vidas, / E o fim do amor é como um desmanche, / No qual se empilham almas perdidas...” “Nesse seu olhar marejado, / Cheio de lágrimas a me fitar, / Enxergo um tesouro guardado: / Um amor doido para se libertar!” “E pela vida, vamos mantendo essa chama, / Que me inspirou esse inflamado poema, / Onde você é a minha mais doce rima, / De amor encharcado, num enorme sintoma / De que é o seu beijo que minha vida perfuma...” “Mas confesso, não sei se você sabe, / Essas desconstruções são só ilusórias, / E logo você reocupa o lugar que lhe cabe / No repositório de minhas memórias...” “Acabei de rascunhar / Um esqueleto de um enredo / Para um provável romance / Que não deveria publicar / Pois revela um segredo / Que não poderia ter a chance / Dele simplesmente revelar” “E hoje volto, arrependido, / A lhe pedir outra chance / Para me salvar de mim mesmo...” “E talvez seja consequência da idade, / Ou de alguma versão distorcida / Da melancolia que me invade / Quando me recordo daquela época sofrida, / Daquela paixão que se tornou uma insanidade, / E que perdurou por toda uma vida...” “Em minhas andanças / Pelo espaço-tempo, / Minha máquina temporal / Ficou pirada, / E não consegue voltar ao presente, / Condenando-me / A vagar eternamente / Entre o futuro e o passado, / E por onde vou, / Sempre encontrando / Diferentes versões de você...” “Em estranhas aventuras confusas, / Que na noite do passado desapareceram, / Sem deixarem às vezes um rastro sequer, / Apenas sentimentos que se desvaneceram, / Enterrados na memória em um canto qualquer...” “E pela noite eu te adentro, / Sem nem pensarmos em parar, / E pelo meu corpo navegas, / Numa ânsia onde a paixão é a causa, / Até que afinal te entregas, / E me suplicas por uma pausa, / Antes mesmo que a noite termine, / Acariciando o meu rosto devagar, / Pedindo para que eu te ensine / Todas as conjugações do verbo amar...” “Você é um construto / Encantador / Que inventei um dia / Para em cada minuto / Escrever-lhe uma canção de amor / Disfarçada de Poesia” “Nessas histórias que conto, / Fico somente no prelúdio, / Num quebra-cabeça que monto, / Em uma trama surreal, / Algo como um interlúdio, / Do qual não chego ao final...” “E, com os cabelos brancos como a neve, / Aguardo o dia em que Deus também me leve, / E que eu mereça ascender ao Paraíso, / Para que eu possa reencontrar teu sorriso...” “Ao final daquele processo de limpeza, / Olhei-me no espelho, / E quase consegui ver em meu reflexo / Um olhar de recriminação / Por livrar-me de todas essas lembranças / Que um dia me fizeram sonhar...” “Quanto mais o tempo se esvaiu, / Ainda de menos coisas me lembro, / Como é que estamos em Abril, / Se ainda ontem era Dezembro?” “E, quando, cansada, em meu ombro adormeces, / Eu te olho por algum tempo, com carinho, Para confirmar que és de verdade, / E mais uma vez me enterneces, / E rezo para, ao chegarmos no fim do caminho, / Nossas almas se reúnam, por toda a eternidade... “Num minucioso trabalho, / A começar por uma foto num vestido vermelho, / Eu te catalogo, cantarolando um estribilho, / E cuidadosamente escolho / Cada fotografia, e em nossa história mergulho.”
“Naquela noite de beijos e gritos, / De êxtases infinitos, / Atravessando a madrugada, / Naquela noite encantada, / Onde encontrei meu par perfeito, / Mas logo o sonho foi desfeito, / Pois de manhã te despediste, / E a chorar, então partiste, / Mas foi a única noite que contigo passei, / Pois nunca, nunca mais te encontrei...” “E em algum momento desesperador de ti eu me separo, / E, perdido nesse futuro que se foi de modo definitivo, / Não encontrarei teus rastros no passado distante, / Onde herdei sem ti esse novo futuro assustador...” “Foi quando notamos que as conversas pararam, / E a roda de nossos amigos / Estava a observar nossos beijos, / E, quando viram que percebemos, / Todos aplaudiram, e alguém gritou: / ‘Até que enfim!’, / E então me puxaste, deste-me um último beijo, / Levantaste da rede, e me abraçaste, / Perguntando baixinho: ‘Por que demorou tanto?’” “And then you, in a mixture of laughter and tears, / Answer that you learned the art of resurrection, / And that your first success story / It was having resurrected yourself, / In the instant I answered your phone call!”