Código penal celeste
Nilton Bonder
Publicado por Editora Rocco

Diante da morte, para espanto dos seus jovens discípulos, o piedoso rabino Sussya dizia temer o Tribunal Celeste.
O motivo não era o fato de não ter deixado um legado tão significativo como o profeta Moisés.
Diante desta acusação poderia responder simplesmente: “Não fui Moisés porque não sou Moisés.”
Sussya tampouco temia que lhe cobrassem que tivesse sido como Maimônides.
Ele não tinha oferecido ao mundo uma obra tão rica e um pensamento tão inovador, mas podia defender-se facilmente argumentando: “Não fui Maimônides porque não sou Maimômides.”
O que realmente o apavorava é que viessem lhe indagar: “Sussya, por que não fostes Sussya?” Através de parábolas como esta, Nilton Bonder compartilha sua sabedoria religiosa e filosófica com os leitores.
Neste livro escrito nos moldes de um código penal, dividido em categorias e analisado à luz da erudição do rabino, réu e acusador tornam-se um só indivíduo, uma vez que a Justiça Divina trabalha em nossa própria consciência.
Os Céus não julgam o bem e o mal.
Somos nós que, juízes de nós mesmos, nos damos uma sentença.