É um livro nada politicamente correto.
Serão discorridos, por meio de um personagem ficcional, pensamentos e verdades que muitas vezes são reprimidos, nada “apropriados” socialmente.
São textos visceralmente despidos de quaisquer pudores ou composturas éticas.
Esse personagem emergirá desejos sufocados, aqueles moldados a mercê da conveniência do meio social.
Pode-se dizer que, o que aqui será discorrido, é a legítima manifestação de um “EU” que sempre é violentamente domesticado por nós mesmos ou por outrem.
A ideia central é fazê-lo expressar-se sem nenhuma restrição, pudor, modéstia, prudência, ponderação, bajulação, cautela, condenação, moralidade e preconceito.
Como se extinguido de si aquele tal super.
Ego, aquele outro “EU” que nos quer tornar um ser sofisticadamente polido, culto, moralista, erudito, sociável, etiquetado e conivente.
Ele regurgitará, de suas mais profundas entranhas, o seu “EU” tragicômico, que dessa comédia decadente da vida, é o bode expiatório, subjugado num purgatório.
Ora, manifestará esse seu “EU” devasso, insano, depravado, pervertido, amoral, pagão, ora, será brando, afetuoso cordial e extremamente racional.
Se isso parecer-lhe, caro leitor(a), escandaloso, recomendo não ler este livro.