É de meu interesse que você leia este livro, mas saiba de antemão que, se você decidir de fato encarar tal empreitada, não encontrará aqui nada que agregue valor a sua autoestima, amor-próprio, que massageie sua vaidade ou que lhe proporcione alguma esperança e resposta para suas dúvidas.
Na verdade, quero que ao final dessa leitura, caso a conclua, sinta uma sensação de certa limpidez intelectual.
Uma espécie de alargamento de alguma percepção ou um despertar intelectivo adormecido ou atrofiado, propiciando aquele arejamento de uma lucidez na consciência, ou que fique mesmo com cara de pôquer.
Em suma, não pretendo nada de extraordinário.
Aliás, não pretendo nada de coisa alguma.
Não sou idealista, não quero mudar o mundo, não quero te ajudar a ter esperança, amor, paz de espírito ou o que quer que for de alguma “ajuda” subjetiva.
Talvez este livro até possa surtir um efeito exatamente inverso, e te depreciar.
Prejudicar seu otimismo, sua esperança, sua fé e sua visão de mundo linda e cor-de-rosa.
Talvez este livro te derrube do pedestal da vida do “super-feliz-o-tempo-todo”, do “super-bem-resolvido, do “positividade-total” e de sua “autossuficiência” , enfim, dessas inúmeras ilusões imbecilizantes.