Costumo dizer que além de brasileira, sou italiana no “pedigree”.
Pai, mãe, avós: todos originários da terra da botinha.
O sul da Itália sofreu, durante muitos anos, invasões dos mouros vindos do continente africano.
Com a miscigenação de raças, criou-se um biótipo próprio peculiar daquela região.
Apesar da pele branca, os cabelos são crespos, muito crespos.
Parte da origem de meus parentes vem deste povo.
Conclusão: todos lá em casa têm o cabelo cacheadíssimo ou bem crespo.
Minha irmã e sobrinha, por exemplo, apesar de loiras, têm o cabelo muito crespo.
Quando criança, nos anos 70, a moda era black power.
Tem fotos incríveis da ngela (minha irmã) com este look.
Dia desses, conversando com uma cabeleireira especializada em cabelos afro, descobri a “América”: não é que cabelos afros independem da cor da pessoa!
Isto mesmo, o termo cabelos afro pode ser usado para brancos, negros ou amarelos.
Desde que comecei a trabalhar com este assunto, não foram raras às vezes em que delirava com uma solução, uma técnica ou um produto indicado para nossos tipos de cabelos.
Uso e abuso da linha Essenza, da Shizen.
O shampoo e o condicionador do Boticário caíram como uma luva para o meu cabelo, assim como para os da minha sobrinha.
Ou seja, minha amiga, mais do que indicar a utilização de alguns produtos muitas vezes a gente usa e pode dar o aval da qualidade deles.
Ninguém me contou: fui lá e testei para ver o resultado.
Mesmo o quesito entregar o “ouro” na mão de profissionais competentes é prioridade.
Atesto para os quatro ventos sobre o talento dos queridos cabeleireiros e maquiadores que colaboram com a gente.
Sempre entrego minhas madeixas e rostinho para eles, e o resultado é sempre excelente (na realidade, nem parece que sou eu de tão bom que fica...).
Nesta edição da sua Cabelos Afro selecionamos técnicas, cortes e penteados perfeitos para cada estilo e tipo físico.
A novidade fica por conta do visual masculino que ganhou vez em nossas páginas e, agora, toda a família vai poder ficar por dentro do que esta acontecendo por aí.
Para celebrar a edição, a presença da querida Thalma de Freitas, que além de ser uma excelente atriz, canta como ninguém.
Mas não é só: ela é linda, bem isso é sine qua non para quem tem uma alegria toda própria de viver.
E alegria é o que não falta para o nosso povo, este povo brasileiro que tem de tudo um pouco: italiano, japonês, alemão, índio, árabe, judeu, africano.... E venhamos e convenhamos: uma mistura muito feliz!