Existem pessoas que se tornam mais do que especiais em nossas vidas, tornam-se essenciais.
Não escondo de ninguém o meu orgulho, amor e carinho em trabalhar em uma revista sonhada e projetada há muitos anos, motivo real de eu ter engrenado nesta profissão.
Bichos em Casa é a concretização de tudo de bom que eu sonhei para a minha vida, pois além de trazer informações realmente relevantes sobre os animais, agrega amigos.
Entre criadores, handlers, adestradores, fotógrafos, repórteres: todos são unânimes na paixão, e sempre trazem conhecimento de forma sublimar.
Mas, confesso, apesar de toda a gratidão que tenho por estas pessoas, rendo-me realmente aos leitores que sempre acompanham nossas edições.
Todos os dias, cartas, e-mails, telefonemas chegam aqui na redação, apresentando eventuais dúvidas, elogios e sempre muito carinho.
Entre tantas pessoas muito queridas, há uma em especial que conquistou meu coração.
A dona Maria Adiene, do Rio de Janeiro.
Esta amiga um dia entrou em contato comigo na redação e engatou um papo animado, pois é dona de uma simpatia, aquela peculiar dos cariocas, e desde então, seus telefonemas são extremamente apreciados.
Há vezes que ela me manda uma carta contando as aventuras e peripécias do Ig Van Dame (seu simpático, e já meu “sobrinho”, Poodle), em outras horas, ela me manda um artigo de jornal, com assuntos de interesse comum, entre cartões e fotos dos pets.
Adoro receber todos!
Fico mesmo esperando, e quando demora um pouco a ligar, fico pensando se está tudo bem com esta minha querida amiga.
Não podia ser diferente.
Pois se todo animal é retrato do dono e vice-versa, depois de trabalhar nesta edição sobre Poodles pude entender e gostar ainda mais da dona Adiene.
Estas ovelhinhas caninas me surpreenderam com suas características tão peculiares.
Saber sobre sua história, sobre seu temperamento, tipos diferentes (o poodle gigante é um sonho!) e tantas outras deliciosas curiosidades é um deleite.
Vale ler com atenção cada linha, para não perder nenhum detalhe.
Abrimos espaço para falar de um assunto muito sério, que pede uma atenção especial das autoridades competentes: a vivissecção, ato de operar ou testar animais vivos para estudos fisiológicos.
Pró ou contra, isso não me cabe julgar enquanto jornalista.
Mas como amante dos animais e proprietária de gatos e cachorros, nasce um medo danado de um animal cair nas mãos sanguinárias de cientistas malucos.
Não canso de questionar o uso de um determinado shampoo, que não incomoda os olhos, depois de saber que ele pode ter sido testado em centenas de ratinhos, ou outro bicho qualquer, levando-os à cegueira e morte, até encontrar uma fórmula que não faça mal.
Prefiro usar água pura.
E como consumidora, procuro produtos que atestem não formatarem experiências em animais (aplausos para a Avon, Garnier, Lancôme, Mac, Chanel, Dior, Nívea, Clarin´s, Clinique, Mary Key, Neutrogena, Revlon, Wella e Weleda, entre outros).