Curiosa por natureza, desde pequena sempre gostei de participar ativamente das situações.
Seja em uma “conversa de adultos” ou revelando meu parecer sobre determinado assunto junto aos meus colegas, o desejo de expressar uma opinião, contribuindo para a construção de algo solidificado, era a premissa para iniciar algum projeto – pessoal ou profissional.
Assim como ocorre comigo, acredito que essa “sede” de participação também tome conta de outras pessoas.
Ao longo da vida, somos cobrados, em certos momentos, por essa “intervenção”.
Afinal, quem não quer “brilhar” ao dar uma sugestão inédita em uma reunião de negócios, ou, então, conseguir chegar a um senso-comum com aquela pessoa que tanto gosta, depois de um longo período de negociações?
Há algum tempo, a educação também assumiu a sua parcela participativa.
Digo isso porque muitos – para não dizer todos – os projetos que recebemos de educadores interessados em publicá-los encaram as crianças como construtoras do próprio conhecimento.
Assim, eles “mandam para longe” a idéia de oferecer uma atividade educativa como algo feito para passar o tempo ou para os pequenos pintarem e colarem.
Muito pelo contrário: cada vez mais, eles são incumbidos de confeccionar seus próprios brinquedos, de colocar a criatividade em prática para montar livros e álbuns ou, então, de criar as próprias regras para as mais variadas brincadeiras.
Dessa forma, eles aprendem, desde cedo, a ter a atitude de dizer o que pensam, assim como a procurar compreender situações diversas, unindo-as, no final, a uma só conclusão.
Nas próximas páginas, você verá diversos projetos que partem da premissa de que a criança pode – e deve – ser encarada como alguém proativo.
Nesta edição, demos destaque às celebrações do Descobrimento do Brasil e da Páscoa, com a confecção de objetos e a realização de dinâmicas que fazem muito mais do que ensinar aspectos específicos de cada uma dessas datas: elas promovem a integração, a socialização e a cooperação.
Então, não espere mais: leia com carinho cada uma das atividades e veja a melhor forma de adaptá-las à realidade da sala de aula.
Com certeza, seus alunos vão se divertir e aprender de forma muito mais prazerosa.